quinta-feira, 23 de junho de 2011

Visita realizada pela turma Engenharia Ambiental 2011.1

A visita à Reserva Indígena Santo Antônio de Pitaguary foi realizada dia 11 de maio de 2011. Todos estavam bastante ansiosos para conhecer um pouco do lugar que deu origem ao município de Maracanaú, onde se localiza nossa atual instituição de ensino, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará.

No primeiro momento ouvimos a palavra do Cacique Daniel, onde ele retratou com bastante emoção um pouco da sua história e situação atual. “Sofri muito”, essa foi a frase mais marcante dita pelo cacique. Ele narrou fatos da época em que eles não podiam se assumir como índios, ficando conhecidos como “caboclos” e quando foram obrigados a deixar suas terras para projetos do Governo, sem receber nenhuma ajuda financeira. Para conseguir sobreviver, ele, juntamente com os demais da tribo, teve que aprender atividades que pudessem ser renumeradas, como a profissão de pedreiro. “A gente não ficava muito tempo nessa profissão por que a gente gosta da liberdade!” Atualmente, o cacique é aposentado como agricultor e artesão.

A história do reconhecimento das suas terras também é um fato bastante comovente. Foram anos de lutas pela demarcação de suas terras.  Após essa demarcação, puderam construir suas casas e fazer seus plantios.

Posteriormente, a palavra foi dada para nós, alunos, onde fizemos perguntas referentes a diversos aspectos, como população, religião e crenças, musicalidade, espiritualidade, educação e língua falada, entre outros.

O dia 13 de junho é o dia do ritual sagrado para eles, dia da festa da Mangueira. Esse dia é feriado no município de Maracanaú por ser o dia de Santo Antônio, uns dos eventos principais culturais do município.

Por fim, fomos apresentados a sua produção de artesanatos, confeccionados com a ajuda de sua esposa e os demais integrantes da aldeia e fomos ao alto conhecer a Igrejinha. A vista lá de cima é indescritível! Fotos a seguir, retratam esses acontecimentos. Atividades culturais, como as oficinas de pintura e danças não puderam ser realizadas no dia. Apesar disso, a nossa tarde foi muito proveitosa e com certeza nos acrescentará bastante no nosso intelecto, pessoal e profissional.

  Equipe: Carolina Duarte, Juliana Marques, Ana Carolina Bandeira e Ana Julia Lima.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Contaminação do ar por fuligem e ozônio deve ser combatida

Conter o aquecimento global abaixo dos 2°C requer reduzir as emissões de CO2 e ao mesmo tempo aumentar medidas contra a contaminação do ar por ozônio e fuligem, de acordo com um estudo internacional apresentado nesta terça-feira (14).
O relatório foi apresentado em Bonn, na Alemanha, onde se realiza até sexta-feira (17) a conferência das Nações Unidas em preparação para a COP-17, que vai acontecer no final do ano em Durban (África do Sul).
Uma ação rápida contra essa contaminação, além de ser benéfica para a saúde, contribui para limitar em curto prazo o aumento das temperaturas, destaca a pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e da Organização Meteorológica Mundial.
O carbono negro (partículas presentes na fuligem e emitidas pelos veículos), os incêndios florestais e certas instalações industriais, assim como o ozônio da troposfera (principal componente da poluição urbana) contribuem para o aquecimento global.  De todos os gases, o ozônio troposférico ou de baixa altitude, que se forma a partir de outros gases como o metano, é a terceira maior causa do efeito estufa, perdendo apenas para o dióxido de carbono (CO2) e o metano.

Recomendações
O estudo salienta medidas como a recuperação do metano nos sistemas de carbono, gás e petróleo, empregando sistemas de combustão menos prejudiciais à atmosfera e a proibição da queima de produtos agrícolas a céu aberto.
No caso do metano, há recomendações para uma melhor ventilação das minas de carvão, reaproveitamento de gás associado à produção de petróleo e gás, redução de vazamentos de oleodutos, melhor reciclagem de resíduos e reformas para a agricultura, além de uma melhor gestão dos campos de arroz.
Para limitar o carbono negro, o estudo apela para que normas obriguem a adoção de filtros de partículas da queima de diesel, além da proibição da incineração em campo aberto de resíduos agrícolas (lixo)
Os cientistas chegaram à conclusão de que a combinação de medidas contra o carbono negro, o metano e o CO2 aumenta as possibilidades de manter o aquecimento global abaixo dos 2°C, objetivo fixado pela comunidade internacional.
Fonte: http://g1.globo.com/natureza

domingo, 12 de junho de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

Erupção no Chile

Um complexo vulcânico entrou em erupção no sul do Chile, neste sábado, dia 04 de junho, em meio a uma elevada atividade sísmica. Uma névoa de cinzas de vários quilômetros se espalhou pela região, em direção à Argentina, o que levou o governo chileno a remover cerca de 600 pessoas das áreas próximas.

A erupção no complexo vulcânico de Puyehue-Cordón Caulle, situado no sul do país, a 920 quilômetros da capital chilena, levou as autoridades a fecharem o posto fronteiriço de Cardenal Samore, o segundo de maior tráfego entre o Chile e a Argentina.

O Chile possui a segunda maior cadeia vulcânica e de maior atividade no mundo, depois da Indonésia.

Em 2008, outro vulcão do sul do Chile, o Chaitén, entrou em erupção e desencadeou uma nuvem de cinzas que alcançou até mesmo a Patagônia argentina, provocando a retirada de milhares de pessoas das cidades próximas.

Raios atingem o entorno da cadeia vulcânica Caulle Puyehue-Cordon  perto da cidade de Osorno do Sul – 05 de junho de 2011
  
Cinzas e vapor emergem da cadeia vulcânica Caulle Puyehue-Cordon perto da cidade de Osorno, no Chile, em 05 de junho de 2011.

 
Relâmpagos em meio a uma nuvem de cinzas do vulcão Puyehue  perto de Osorno, no Chile, em 05 de junho de 2011.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

terça-feira, 31 de maio de 2011

Radiação de telefones celulares pode causar câncer

A radiação eletromagnética vinda de telefones celulares pode causar um tipo de câncer no cérebro, de acordo com anúncio feito nesta terça-feira (31), na França, pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc, na sigla em inglês), um braço da Organização Mundial de Saúde (OMS). A agência, no entanto, ressaltou que, até agora, não foram registrados casos de problemas de saúde ligados ao uso do aparelho.
Segundo estimativas da agência, há mais de 5 bilhões de aparelhos celulares em operação no mundo.
O anúncio foi feito a partir da revisão de estudos médicos sobre o tema, feita por um grupo de 31 cientistas de 14 países. Os pesquisadores colocaram a radiação dos telefones móveis no mesmo nível de perigo que a emissão de gases vinda de automóveis, o chumbo e o clorofórmio, o "grupo 2-B", "possivelmente carcinogênico para humanos".
Os detalhes do levantamento serão publicados na edição de julho da revista médica "Lancet".
Em resumo: embora não haja até agora nenhum caso de câncer ligado ao uso de celulares, isso pode ocorrer no futuro, de acordo com a organização.
No ano passado, um estudo encomendado pela própria OMS não havia encontrado elos o bastante para justificar o risco aumentado para tumores entre usuários de telefones celulares.
Segundo a agência, não há estudos suficientes para garantir que a radiação de celulares é segura e há dados o bastante sobre os riscos para que os consumidores sejam alertados.
Conclusões
O grupo afirma que há evidências "limitadas" de aumento de risco para gliomas e neuromas -- o suficiente para a classificação no grupo 2-B, segundo o cientista Jonathan Samet, da Universidade do Sul da Califórnia, presidente do grupo de trabalho da Iarc.

"A conclusão é de que pode haver algum risco e portanto precisamos ficar atentos para um elo entre celulares e câncer", afirmou ele em nota.
Os cientistas não quantificaram o risco, mas Samet informou que um dos estudos analisados apresentou um risco aumentado de 40% para gliomas entre as pessoas que usavam celulares em média por 30 minutos por dia ao longo de 10 anos.
Outro ladoA GSMA, associação de operadoras de celular, comentou em nota o trabalho da Iarc. Segundo o texto, o relatório da Iarc diz que o perigo dos telefones celulares é "possível, mas não provável".
A associação diz que compreende a preocupação de alguns usuários, mas que os parâmetros de segurança atuais continuam válidos. A nota afirma ainda que os resultados divulgados pela Iarc não podem ser tratados como definitivos e requerem mais pesquisas.

Fonte:http://g1.globo.com/